Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

 

 

Lammas ou Lughnasadh - 1 de Agosto

 

Lughnasadh (lê-se “lunassa”) é o primeiro festival das colheitas. A Deusa é honrada sob o aspecto da Mãe que deu à luz a abundância e a prosperidade. Marca a chegada dos primeiros frutos da Terra que alimentarão os Homens.

Ancestralmente, este festival era dedicado ao deus Lugh, deus guerreiro associado ao Sol. Uma das lendas associadas a Lugh relata que este teria poupado a vida dum chefe inimigo Bres, em troca do segredo de arar a terra, semear e colher.

Uma tradição ligada a Lughnasadh era o costume de se atear fogo a uma roda de madeira e fazê-la rolar colina abaixo. Essa prática representava a descida do Sol, o encurtamento progressivo dos dias, significando que o Deus entrava em sua fase de decadência.

As suas cores são o cinzento, o verde, o amarelo, o castanho, o laranja e o dourado. Os seus principais símbolos prendem-se com os cereais e o pão.

É um dia em que se mistura a alegria da colheita com a apreensão pelos dias que se tornam cada vez mais pequenos.

 

 

Adaptado do livro de Garcia Baptista, “WICCA – A velha religião do Ocidente”, Editora Pergaminho, 3ªreimpressão, 2002, e do Curso de Wicca - Mito e Magia © Jan Duarte 2003/2004

† I fєєι †: de fériaaaas!
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Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

 

A Mãe Primordial, que terá criado tudo e todos, até o seu próprio complemento masculino.

O Culto à Deusa remonta a Era de Touro (4000 a.C. a 2000 a.C.), época em que o respeito ao feminino e ao culto aos mistérios da vida e procriação estavam em seu apogeu. Porém, investigações recentes têm demonstrado que este culto será ainda bastante mais antigo, tendo as suas origens no Paleolítico Inferior, ou seja, por volta de 500.000 a.C.

Nas Eras que antecederam a Agricultura, quando os homens viviam da caça e pesca, as mulheres eram a base do lar, das artes, da arquitectura e eram também as transmissoras da cultura ancestral e religiosa. Enquanto os homens saiam para caçar, as mulheres realizavam os ritos sagrados para que a caça fosse bem sucedida e para que eles pudessem retornar em segurança. Elas eram as Grandes Sacerdotisas, Xamãs, curandeiras, parteiras e mantenedoras dos ritos e mistérios religiosos da Tribo. Homens e crianças dependiam de seus cuidados e conhecimentos, por isso eram veneradas e reconhecidas como Guardiãs dos Mistérios da Vida.

Mais tarde quando os povos indo-europeus se converteram nas tribos conquistadoras e guerreiras e expandiram-se em busca de melhores temperaturas, o culto ao Deus (O Sol) suplantou o culto à Deusa. Pouco a pouco instaurou-se o culto ao Sol com a chegada da Era de Áries (2000 a 0 a.C.) e nasceu assim o patriarcalismo. Até o início da Era de Peixes, Deusa e Deus eram cultuados juntos e os seus cultos eram interligados, tolerantes entre si e estavam em perfeito equilíbrio.

A partir de 330 d.C. (quando o Catolicismo foi estabelecido como Religião Oficial) o culto à Deusa começou a declinar e aos poucos o Cristianismo foi irrompendo toda Europa e converteu-se como a Religião da moda de Reis e Rainhas. Porém as pessoas comuns, os servos e servas, jamais abandonaram a Religião Antiga. O povo do campo ou os pagãos (paganus = povo do campo), devido ao seu contacto directo com a natureza continuaram fiéis ao Paganismo e foi através deles que a Bruxaria passou de geração em geração e chegou até nós na actualidade.

Das origens primitivas do neolítico e paleolítico surgiram todas as formas de magia e Religião, inclusiva e principalmente a Wicca.

 

A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do Universo.

 

(Autor desconhecido - texto adaptado)

† I fєєι †:
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

 

O Deus Cornífero é o Deus da fertilidade. Geralmente é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. É o guardião das entradas e do círculo mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus pagão dos bosques, o rei carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce, sendo que os seus ciclos de morte e vida representam a nossa própria existência.

Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e optimismo. Ele é a força do Sol e, da mesma forma, nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e do renascimento.

Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e apaixonou-se por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o Inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. Este Mito contém em si os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no Outono envelhece, morre no Inverno e renasce novamente na Primavera.

Pode parecer incestuoso quando se afirma que o Deus seja filho e consorte da Deusa, mas esta situação era extremamente comum nos povos primitivos, onde os indivíduos casavam-se entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso, é o simbolismo do Mito que é importante: o facto de todas as coisas virem do ventre da Grande Mãe inclusive o próprio Deus e por isso para Ela Ele deve voltar.

O culto ao Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os veados procriavam com abundância, por isso eram frequentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.

Com o crescimento do Cristianismo e com a intenção do Clero em derrubar a Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo.

O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção a continuidade. Simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que nos desperta para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres representam na realidade as meias-luas, a honra e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.

No tempo dos nossos antepassados, os chifres foram sempre tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do veado, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.

Quando o homem saia em busca de caça, ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos que ele vencera os obstáculos. Graças a ele todo a comunidade seria nutrida, ele era o “Rei”. O capacete com chifres acabou, posteriormente, por se tornar em uma coroa real estilizada.

Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda os associam.

O Deus Cornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz, sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na terra.

 

(Autor desconhecido - texto adaptado)

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† мυѕι¢ †: We Are The Fallen - Like a Prayer
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Terça-feira, 21 de Junho de 2011

 

Litha – Solstício de Verão – 21 de Junho

 

Neste dia, o mais longo do ano, o dia e luz são abundantes. É nesta data que o Deus Sol atinge o seu poder máximo, antes de morrer. Festeja-se a despedida do reinado do Deus do Carvalho (Senhor do Ano Crescente) e o início do reinado do Deus do Azevinho (Senhor do Ano Decrescente) que durará até Yule (o dia mais curto do ano). A Deusa está grávida, tal como a Terra Mãe está verde e promete boas colheitas.

As festas do Solstício de Verão focam a atenção do indivíduo para fora de si mesmo, para a natureza em todo o seu esplendor que o rodeia, experimentando a alegria da plenitude e da abundância. Este dia marca o princípio do declínio da força do Sol. O Sol, as flores e a Terra estão em pleno desabrochar, criando uma atmosfera de paixão.

Os ícones principais para este dia são a esfera, símbolo do Deus Sol na sua plenitude, e o caldeirão, símbolo da generosidade da Deusa. Os outros símbolos são o fogo, as penas, as espadas (ou as lâminas em geral) e os discos que representam o Sol.

As cores de Litha são o verde, o amarelo e o dourado. A Deusa toma o aspecto da Mãe.

 

Garcia Baptista, “WICCA – A Velha Religião do Ocidente”, Pergaminho (adaptado)

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Domingo, 5 de Junho de 2011

 

A Lua tem um ciclo de vinte e oito dias e meio aproximadamente, tal como o ciclo menstrual das mulheres, o que facilmente conduz a uma identificação da Lua com o elemento feminino. A Lua representa a Deusa nas suas três formas: donzela, mãe e anciã. É também uma fonte de energia fundamental para a magia, se se fizer um encantamento durante a fase errada da Lua, ele não terá resultado ou ficará muito mais fraco.

 

 

A Deusa é a Mãe Universal. É a fonte da fertilidade e da sabedoria. É-lhe atribuída três aspectos principais: a Donzela, que corresponde à fase da Lua crescente, a Mãe, identificada com a Lua Cheia, e a Anciã, correspondendo à Lua minguante. Ela é de uma só vez, a terra virgem, o campo cultivado e o terreno coberto de gelo. A Deusa dá a vida e promete a morte. O seu lado escuro é o da transição, a passagem pelo mundo dos mortos entre duas encarnações, a anciã que morre para depois renascer como donzela, tal como a vida renasce na Primavera depois de cada inverno.

Vários símbolos usados nos rituais pagãos e wiccans, estão identificados com a Deusa, como o caldeirão, a taça ou o espelho, entre muitos outros menos usuais, como a flor de cinco pétalas, as conchas, as pérolas ou a prata. As criaturas que lhe estão associadas são o coelho, o urso, a coruja, o gato, o cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a carriça, o escorpião, a aranha e a abelha - todas elas lhe são sagradas.

 

A Donzela

A Donzela significa a juventude, a Primavera, o nascimento, iniciações de todos os géneros, a virgindade e a caça. Na idade humana ela corresponde a uma jovem entre a puberdade e os vinte e tal anos, sem companheiro. Está relacionada com as deusas Diana, Artemisa, Branwen e Epona. As suas cores são suaves e claras, como o branco, o prateado, o rosa ou o amarelo claro.

Os rituais que lhe estão associados são os que têm a ver com inícios, crescimentos, ideias, inspiração, energia, vitalidade e liberdade. Evoca-se a Donzela sempre que houver um novo começo ou quando se fazem planos para esse novo começo, quando se muda de emprego ou de casa, sempre que se planeia ou se começa uma viragem completa ou uma nova fase da vida, quando se inicia uma relação com outra pessoa, quando se planeia uma gravidez, quando nasce uma criança, quando se atinge a puberdade, e outras situações semelhantes.

A Lua crescente é a época que vai desde a Lua nova até à Lua cheia, o que dá aproximadamente catorze dias (não confundir com o quarto crescente dos calendários). É a fase certa para fazer encantamentos para atrair, trazer mudanças positivas, amor, sorte e crescimento. É propícia aos novos começos e de novas ideias.

 

A Mãe

A Mãe é evocada para a criação, a protecção, os cuidados com os outros e a fertilidade. Como símbolo, ela significa crescimento, plenitude, sexualidade, maturação, amor e ensino. Este aspecto da Deusa tem o seu equivalente nas deusas Gaia, Juno, Ísis, Dana, Cerridwen, Selene e Afrodite. É uma mulher no auge da vida e no máximo do seu poder. Protege os seus e assegura que a justiça seja feita. Normalmente tem um companheiro e na idade humana que lhe corresponde ela está entre os trinta e o meio dos quarenta. As suas cores são mais quentes do que as da Donzela, tais como o verde, o cobre, o vermelho, o lilás e o azulão.

A Mãe é sobretudo invocada para rituais de protecção, de agradecimento, e para concretizar processos, ou seja, tudo o que tenha a ver coma realização ou a fruição de projectos, quando um nascimento está próximo, quando se precisa de força para levar os assuntos a bom termo, quando se hesita em tomar uma decisão, questões de paixão, em casamentos, quando se deseja encontrar ou escolher um par, para desenvolver as plantas, para escolher ou adoptar um animal, assim como para protecção para os animais, para cura, força, poder, quando é preciso obter ou manter a paz, desenvolver a intuição e os dons psíquicos.

A Lua cheia é quando a Lua chega ao seu zénite e faz uma esfera perfeita, catorze dias depois da Lua nova, e a sua energia mantém-se desde três dias antes até três dias depois do dia da Lua cheia. É propícia para fazer encantamentos para transformar, aumentar as aptidões físicas e a fertilidade. É o tempo da força e do poder.

 

A Anciã

A Anciã encarna a sabedoria da idade madura, os segredos, a adivinhação, a profecia, a compaixão, os finais, a morte e o renascimento. É a mulher sábia que aconselha e trata dos problemas da comunidade. Age com lógica, mas pode ser terrível na vingança. É também a guardiã da passagem para a dimensão da morte. Corresponde a uma mulher com mais de quarenta e cinco anos, sendo a mais difícil de ajustar aos termos da idade humana e tem o seu equivalente nas deusas Hécate, Caillieach, Morrigan e Kali, e na figura das Banshee irlandesas. As cores tradicionais são o preto, o cinzento, o roxo, o castanho e o azul escuro.

Os rituais que evocam a Anciã destinam-se a remover energias indesejáveis, alcançar a sabedoria e a clarividência. São também indicados para inverter circunstancias, para todos os processos que terminam, como no fim de relacionamentos, empregos e amizades, na menopausa, para reunir as energias necessárias ao fim de um ciclo de actividade ou problema, durante uma pausa antes de iniciar novos objectivos ou planos, na fase em que as plantas vão entrar em descanso antes do Inverno, na morte de uma pessoa ou de um animal, quando se deixa uma casa ou um emprego, em contrariedades de qualquer tipo, na retribuição aos inimigos, quando se pretende justiça, quando se precisa de protecção forte contra ataques a nivel físico ou psíquico, para entender os mistérios mais profundos e mesmo para desenvolver uma ligação para comunicar com os guias ou os espíritos.

A Lua minguante é a época que vai desde a Lua cheia até à Lua nova, o que dá catorze dias aproximadamente. É propícia para fazer encantamentos para banir, libertar ou inverter, romper maus hábitos ou vícios e acabar com maus relacionamentos. É um tempo de intuição profunda, indicado para a adivinhação.

Na lua nova o instinto e a intuição estão muito activos. É o tempo certo para fazer planos, para novos começos e para novas ideias, antes de qualquer concretização.

 

(Adaptado de autor desconhecido)

† I fєєι †:
† мυѕι¢ †: Dazkarieh - Kriamideah
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010
"Despertem, despertem todos
e ouçam a voz do chamado da Deusa.
Alegrem-se! Alegrem-se!
Elevem a voz
e deixem que a nossa bela Mãe Terra
seja preenchida pela magia, pelo amor e pelo júbilo.
Que haja bebida.
Que haja música
Celebrem alegremente a noite inteira!"

Gerina Dunwich in Cicle of Shadows
 
† I fєєι †:
† мυѕι¢ †: Enya - Amarantine
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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

 

(Comemorado a 21 de Junho no Hemisfério Norte e a 21 de Dezembro no Hemisfério Sul)

 

É o dia mais longo do ano. A luz e a vida são abundantes.

É nesta data que o Deus Sol atinge o seu poder máximo, antes de morrer, e é então representado como usando uma coroa de rosas.

A Deusa está grávida, tal como a Terra Mãe está verde e promete boas colheitas.

O Sol, as flores e a Terra estão em pleno desabrochar, criando uma atmosfera de paixão.

Em certas tradições wiccans, o Solstício do Verão simboliza o fim do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabbat do Inverno do Natal, o dia mais curto do ano.)

O Solstício do Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as suas ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte neste dia.

Acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar.

A Deusa toma o aspecto da Mãe.

 

† I fєєι †: Contente
† мυѕι¢ †: Evanescence - Sweet Sacrifice
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(Comemorado desde a noite de 31 de Abril até ao dia 1 de Maio no Hemisfério Norte)

 

Tal como o Samhain é o princípio do ciclo de Inverno, Beltaine marca o segundo maior ciclo do ano: o Verão.

O nome Beltaine significa "o fogo" ou "as fogueiras" de Bel, o deus celta da luz. A terra, de novo aquecida pelo retorno do Sol, palpita de vida.

Segundo algumas tradições, hoje é o dia em que o Deus e a Deusa são unidos pelo casamento e consumam a sua relação.

 

Um voto feito entre duas pessoas, testemunhado e abençoado pelo Deus e pela Deusa, dura por um ano e um dia, podendo depois ser renovado e continuar pelo resto da vida. Assim, na sociedade celta, os casais faziam um matrimónio experimental, em que o par só se comprometia a ficar junto durante um ano e um dia, para depois, findo o prazo, decidir se queria confirmar o casamento.

 

É uma festa com grandes conotações com a fertilidade e com a sexualidade. Assim, uma tradição proibida pelo cristianismo foi a dos "casamentos no bosque" de rapazes e raparigas que passavam a noite na floresta e que traziam flores e grinaldas para decorar a aldeia na manhã seguinte.

 

Saltar sobre paus de vassoura e dançar em torno do mastro de Maio, entrançando fitas vermelhas e brancas (representando a união do Deus e da Deusa), são as tradições próprias desta festa, simbolizando a fertilidade. Nas regiões celtas, o gado era conduzido por entre duas fogueiras para se purificar e as pessoas saltavam por cima do fogo para dar sorte e protecção. É também o dia em que as pessoas devem fazer um circuito à volta da sua propriedade e reparar tudo o que seja necessário.

 

O Deus e a Deusa formam um casal unido e tomam o aspecto dos Reis de Maio.

 

† I fєєι †: Finalmente de férias!
† мυѕι¢ †: We Are The Fallen - Bury Me Alive
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Domingo, 21 de Março de 2010

 

 

(Comemorado a 21 de Março no Hemisfério Norte, e a 22 de Setembro no Hemisfério Sul)

Ostara é o equinócio da Primavera. É o sabbat do equílibrio e da renovação, em que o dia e a noite possuem exactamente a mesma duração.

Celebra-se o nascimento da Primavera, o redespertar da vida na Terra e a vitória da vida sobre a morte.

Os símbolos da deusa Eostre, deusa germânica da Lua e da aurora, tutelária desta festa, são o coelho, símbolo da fertilidade e da Lua, e o ovo, símbolo da vida que emerge de uma morte aparente.

É uma festa de comunhão com a Natureza, e a data em que o Deus e a Deusa geram a criança (Deus Sol) que vai nascer no Solstício de Inverno, nove meses mais tarde.

As cores de Ostara são o amarelo, o verde e todas as cores de tonalidades suaves e em mutação, como o tons pastel.

A Deusa continua com o seu aspecto de Donzela.

 

† I fєєι †: =D
† мυѕι¢ †: Evanescence - Good Enough
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

 

"Somos Bruxas.

livres, amadas, honradas,

filhas, mães, esposas,

somos a Deusa e o Deus,

somos tudo aquilo que existe e que há-de existir,

nós somos e sempre seremos!"

 

Dayne Anglius Dosken

 

† I fєєι †: Bem
† мυѕι¢ †: J'Lostein - Eisblume - Iceflowers (Cover)

Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

 

(Comemorado a 2 de Fevereiro no Hemisfério Norte, e a 1 de Agosto no Hemisfério Sul)

 

Imbolc ocorre seis semanas após o Yule e é o Sabbat que simboliza a recuperação da Deusa após o parto da criança solar e a sua transformação em Donzela jovem e cheia de vigor, noiva do Deus Sol. A Primavera aproxima-se, mas a fertilidade da terra será apenas celebrada em Beltane (1 de Maio). A Terra recupera do Inverno e o Sol fortalece-se para a Primavera.
Neste Sabbat festeja-se o aumento da luz e o despertar das sementes enterradas na terra congelada. Imbolc representa os novos começos e o crescimento individual, e é marcado pelo despertar de novos projectos e novas oportunidades, e pela renovação de energias.
É também a festa da deusa celta do fogo, Brigid, que rege a metalurgia, a poesia, a inspiração e a cura. O fogo de Brigid é o símbolo da transformação, da energia vital do nascimento e da cura, o fogo da forja (a criação) e o fogo da inspiração poética.
É o festival do fogo, da esperança e da confiança.
 “Que Imbolc permita que nos mantenhamos fiéis ao nosso caminho, às nossas responsabilidades, independentemente das circunstâncias.”

 

† I fєєι †: Contente
† мυѕι¢ †: Blackmore's Night - Castles and Dreams
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

 

 

(Comemorado a 21 de Dezembro no Hemisfério Norte, e a 21 de Junho no Hemisfério Sul)

 

Yule é o Solstício de Inverno, o dia mais curto e a noite mais longa do ano.

A partir desse dia, o Sol renasce, os dias começam a crescer e os tempos sombrios chegam ao fim.

A Deusa é celebrada na forma da Mãe, que dá à luz o seu filho, o Deus Sol, a Criança Prometida, que nasceu para trazer Luz ao Mundo.

Yule é o tempo de reencontrarmos as nossas esperanças, de rejuvenecermos os nossos corações e as nossas forças, é o tempo de nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É a hora de descobrirmos a criança que existe dentro de nós, para renascermos com a sua pureza e alegria.

Yule é um Sabbat próprio para a reflexão sobre a forma como todas as coisas se inter-relacionam, para fundir as memórias e para celebrar o regresso da luz, que em breve irá de novo fertilizar e aquecer a terra.

É o dia em que se festeja o Sol, o trovão e as deidades do fogo.

 

† I fєєι †: Rejuvenecida
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

 

Ser uma bruxa é amar e ser amada;
É saber tudo e nada;
É saber mover-se pelas estrelas enquanto permanece na Terra;
É ajudar o Mundo e a si mesma;
É compartilhar amor e alegria;
É dançar e cantar, e dar as mãos ao Universo;
É honrar a Deusa e a si mesma;
É ser mágica, não apenas efectuá-la;
É ser honesta com todos e consigo mesma;
É saber aceitar os outros como eles são;
É saber se o que sentes é bom e correcto;
É não prejudicar nada nem ninguém;
É conhecer os Caminhos Antigos;
É ver para além das barreiras;
É ser única com os Deuses;
É estudar e aprender sempre;
É ser a professora e a aluna;
É possuir o conhecimento da Verdade;
É viver com a Terra, não apenas viver nela;
Ser uma Bruxa é ser verdadeira e livre.
† I fєєι †:
† мυѕι¢ †: Dazkarieh - Caminhos Turvos
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

O Alfabeto das Bruxas, a escrita de Theban ou o Alfabeto de Theban é a escrita utilizada pelos Wiccans como o seu alfabeto secreto.
A origem das letras é desconhecida; o alfabeto de Theban não possui semelhança gráfica com praticamente nenhum outro alfabeto. É utilizado para registos de fórmulas mágicas e afins.
A maioria dos Wiccans conhece este alfabeto, mas usá-lo fluentemente é pouco comum.
† I fєєι †:
† мυѕι¢ †: Xandria - Ravenheart
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A Religião Wicca é a mais velha religião do Ocidente.
Wicca é uma religiã da terra, com uma forte ligação com a Natureza e com os Ciclos da Vida.
É a re-ligação entre o Homem e o Divino. É uma filosofia positiva de vida, que se baseia no respeito pela Natureza e na reverência perante a Vida em todas as suas formas.
Os objectivos dos Wiccans é alcançar o auto-conhecimento, a harmonia com os ritos do Sol e das Estações, a compreensão dos poderes da Natureza e a busca de um novo equílibrio entre o Homem e o seu Meio. Wicca ensina aos seus praticantes a compreensão pelo Universo, o nosso lugar e papel dentro dele.
A utilização de Magia é o traço mais característico do Wiccans. A Magia não é mais do que uma forma de captar energia, canalizando-a para operar uma transformação.
Deus e Deusa são dois aspectos de uma mesma entidade, a que se pode chamar simplesmente Energia. Essa Energia nunca é positiva ou negativa; isso depende do que se faz com ela. A Energia é neutra, e está contida em todas as coisas, actua em todos os fenómenos do planeta e manifesta-se sob diversas formas.
A Wicca é uma religião onde não existem livros sagrados, hierarquias ou dogmas. É uma escolha pessoal para aqueles que sentem que a sua percepção do sagrado não só não se enquadra nos esquemas tradicionais, como é algo demasiado individual para se sujeitar ao conjunto de regras e crenças que outros determinam.
† I fєєι †:
† мυѕι¢ †: Xandria - Eversleeping
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Domingo, 29 de Novembro de 2009


* Conhecer-se a si próprio;
 * Conhecer a sua arte;
* Aprender;
* Usar o que aprendeu;
* Manter o equilíbrio de todas as coisas;
* Manter suas palavras verdadeiras;
* Manter seus pensamentos verdadeiros;
* Celebrar a Vida;
* Alinhar-se com os ciclos da Terra;
* Manter o corpo em equílibrio;
* Exercitar corpo e mente;
* Meditar;
* Honrar a Deusa e o Deus.
 
† I fєєι †:
† мυѕι¢ †: Loreena McKennitt - The Mystic's Dream
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

 

"Quando falares, cuida para que as tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio,
e lembra-te que alto deve ser o valor das tuas ideias, não o volume da tua voz."
 
Autor: Desconhecido

 

† I fєєι †: Inspirada pela música
† мυѕι¢ †: Stella Voci - Scarborough Fair
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"Aquele que conhece os outros, é inteligente. 
Aquele que se conhece a si mesmo, é sábio. 
Aquele que conquista os outros, tem força. 
Aquele que conquista a si mesmo, é a própria força. 
Aquele que conhece o contentamento, é rico. 
Aquele que é determinado, tem força de vontade. 
Aquele que não perdeu o domícilio, dura. 
Aquele que morre mas não perece, é eterno."

 

Autor: Desconhecido

 

† I fєєι †: Com soninho
† мυѕι¢ †: The Veronicas - Untouched
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"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, nao esqueço de que a minha vida é a maior impresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se o autor da sua própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma.
Ser feliz é nao ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo-as todas; um dia vou construir um castelo ... "

Texto: Fernando Pessoa
 

† I fєєι †:
† мυѕι¢ †: Nightwish - Ever Dream
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Domingo, 15 de Novembro de 2009

 

"Ela, uma rainha, a mais linda. Com seus cabelos negros, lisos e compridos. Pele branca, face serena. Olhos de um tom azul escuro, como o céu noturno, mas que brilham como se fossem cristais.
Ela foi escolhida por Ele: Um Deus belo e de reino absoluto. De pele bronzeada, cabelos dourados levemente encaracolados. Com olhos de bronze, seu olhar é quente e, inevitavelmente implacável abalou o coração d'Ela.
Um casal especial, com uma única coisa em comum: os dois são fascinandos pelo mar. Ambos adoram se banhar, no oceano mergulhar e de cima vislumbrar.
Toda manhã quando Ele acorda Ela já lá está esperando. Eles se vêem mas mesmo estando no mesmo plano não conseguem se aproximar, se encontrar, e mesmo assim começaram a namorar.
E se apaixonaram, de tal maneira, que não conseguiram deixar que a distância os deixassem de se amar.
Os Deuses, comovidos com tamanha disposição de levar um amor tão excêntrico ao cume da paixão, resolveram lhes dar um presente: "Pelo menos duas vezes ao ano vocês poderão se encontrar".
Foi então que nasceu o Eclipse: A junção do Deus Sol com a Rainha Lua. Um dos espetáculos mais intrigantes da Natureza que só acontece devido ao amor mais forte e puro que já existiu.

Um amor que nunca esquecido, nunca foi abandonado..."

Autora: Lady Catharina

† I fєєι †: Em alta
† мυѕι¢ †: Papageno - Papagena Duet
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As minhas Boas-Vindas =)


Chamo-me Marisa, mas prefiro que me tratem por Earelen. Tenho 18 anos, sou perseverante e demasiado perfeccionista.
Sou louca por tudo o que tenha a ver com a Idade Média e com a Literatura Fantástica, e não consigo sobreviver muito tempo sem ler um bom livro.
Não gosto de praias, nem de Sol, nem de calor. Por mim, seria sempre Inverno ou Outono. Adoro o frio, a chuva, o vento e o silêncio.
Fascina-me o oculto e o místico. Identifico-me bastante com a Religião Wicca.

A minha maior paixão é a Fotografia.

Boa-Sorte para mim neste novo blog =)

 

† I fєєι †: Bem =)
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